Acerca de mim

A minha foto
"Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive." (Ricardo Reis)

Faz-me sentido...

"No mundo sempre existirão pessoas que vão me amar pelo que sou, outras que vão me odiar pelo que sou e outras, ainda, que ora me vão amar ora me vão odiar pelo que sou.
Sabendo disso, vivo livre. " (in a Alma das Imagens)

sábado, 19 de junho de 2010

Pessoas


... Gosto de pessoas. Gosto da sua humanidade.
Adoro conversar ... e quando digo isto é mesmo no sentido holístico, OUVIR efectivamente o outro, devolver o que entendemos acrescentando o nosso ponto de vista e iniciar a negociação de significados. Conversar parece-me pouco para a acção em si ... ouvi a expressão "negociar significados" durante o curso, aliás é a minha ferramenta de trabalho.
Ao longo do meu caminho tenho-me apercebido que consigo chegar às pessoas com alguma facilidade, seja o pedreiro ou o advogado, e que gosto de as ajudar a ajudar-se naquilo que posso. Quando digo isto não estou a falar do esteriótipo "miss universo"...mas sim na tentativa de contrariar a falta de comunicação genuina que a nossa sociedade tem vindo sentir. O outro não é problema nosso, logo eu ouço-o, sorrio mas mas não o escuto.
É importante esclarecer que eu não sou de todo daquelas pessoas sorridentes e extremamente simpáticas com este mundo e o outro...aliás acho que devo estar quase do outro lado. Mas sou sincera nas minhas conversações e fascina-me o acto de partilhar vivências com o outro. Houve tempos em que achava que me interessava verdadeiramente pelos outros porque era altruísta ... não podia estar mais enganada... não é NUNCA um momento unilateral ... a negociação de significados alarga os horizontes de todos....daquele que fala e do que ouve...do que pergunta e do que responde...do que chora e do que limpa as lágrimas...
Conversar permite-nos conhecer-te-me.

Luso - 27 Março de 2010


"Fonte dos Amores - 1326"


segunda-feira, 12 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Frustração

Não tenho problemas de auto-estima. Nunca tive. Continuo a sentir-me atraente, a vestir os vestidos curtos e os saltos altos mas acho, ou melhor tenho a certeza, que estou a desenvolver um problema e ja tentei todas as soluções que me lembrei. Sinto-me frustada, desiludida comigo mesmo, principalmente por saber que é um problema criado por mim.
Não sei porque escrevo aqui, mas acho que preciso de desabafar. Em voz alta não consigo pois apercebo-me da estupidez da situação.
Sempre fui uma pessoa com peso normal, com uma alimentação equilibrada e claro com a "saudável" (achava eu) preocupação em manter-me assim. Ha um ano atrás tive uma alteração hormonal que me fez engordar um pouco e começou a minha luta. Como não sabia o que tinha na altura fiz a dieta "normal", seguida de outra, de outra...passei das saudáveis para as outras....e nada. Mais do que afectar a balança afectou o meu perfeccionismo...estava a falhar.
Quando vi que ja não estava com habitos saudáveis procurei ajuda e emagreci saudávelmente.
Hoje reconheço sem dúvidas que tenho um corpo mais saudável do que antes da alteração. Como melhor e pratico mais desporto. As pessoas à minha volta comentam que estou melhor assim e que antes era magra demais e que por vezes parecia até um pouco adoentada, facto comprovado pela nutriocionista que dizia que antes tinha baixo peso para a minha estatura.
Se eu sei disto tudo porque me sinto mal?...Frustrada é o termo certo. É tão ridiculo isto...sinto-me uma falhada por não ter um peso que eu sei que não é saudável. É uma contradição. Quanto mais me dizem que não devo voltar ao que estava, mas eu o quero e sei que não devo.
Esta dualidade dá cabo de mim, deixa-me fragil...o que me irrita profundamente pois estou habituada a controlar...e isto... estes pensamentos estão a fugir a razão.
Eu sei que ninguém é perfeito e a minha nutriocionista não se cansava de dizer que eu era exigente demais comigo mesma...será?Que raiva que eu tenho de mim mesma neste momento!

segunda-feira, 22 de março de 2010

O que vou ver....


"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não, do tamanho da minha altura...


Nas cidades a vida é mais pequena

Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,

Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. "


Alberto Caeiro, VII Da minha aldeia

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sem título

... não sei porque passei tanto tempo longe, quando estava tão perto.
A vida neste últimos tempos tem-me prendido a ela e eu tenho-a vivido o máximo que consigo. É como se falar sobre ela a tornasse real e por e simplesmente se desvanecesse. Confesso que sinto medo. Porque é tão mais facil falar em sonhos, objectivos, ideais...é mais facil falar dum futuro por que se luta...mas... e quando o futuro acontece hoje?
Tenho vindo a descobrir que comprovar se as utopias podem ser reais é muito mais dificil do que acreditar nelas. Eu acredito no amor. Eu acredito que nos faz crescer e nos torna pessoas melhores. Eu acredito na paixão. Eu acredito na quimica. Eu acredito nas emoções. Eu acredito que são a vida em si, não fosse eu uma escorpiã.
Já lutei por amor e nunca me arrependi um segundo. Então porque tenho medo deste sentimento que está a nascer em mim? Será por ser tão possivel? Por não haver nada contra? Estarei eu tão habituada à luta que não sei estar de outro modo?
Ele encanta-me. Ele esta encantado por mim.
Eu adoro a companhia dele. Ele adora a minha companhia.
Eu entendo-o. Ele entende-me.
Eu estou disponivel. Ele esta disponível.
Eu não preciso dele mas quero estar com ele. Ele não precisa de mim mas quer estar comigo
Eu sou independente. Ele é independente.
Eu gosto dele. Ele gosta de mim.
Qual é a dúvida então?
Eu que defendo entusiastica/ a vida....tenho medo de me apegar a ele, apesar de o querer.
Tenho medo de acreditar e depois me desiludir...
....como se... se eu não acreditar e não der certo...não houvesse problema.
A vida deu-me este encontro tão feliz....e eu apesar de acreditar nele tenho receio que a realidade me mostre o contrario, como se os problemas fossem territorios mais faceis que a felicidade.
Estou a divagar....eu sei.
Tenho de pensar menos e continuar a viver mais ;)!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Prends la vie!! Fais la Fête...

O caminho da vida "mais do que a promessa de um destino é a possibilidade de um encontro." (in Acaravana)

ENCONTROS FELIZES EM 2010

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O que se deve sentir?


... quando a morte chega e nos tira uma das poucas raízes que temos?
Não posso dizer que tenha sido um choque...já estava à espera deste fim...e quando ele acontece...não sei o que sinto.
Fico quieta. Penso no meu pai, nos meus irmãos, no sofrimento que devem estar a sentir, no que posso fazer para atenuar a sua dor. Também devia estar a sofrer...esta apatia é sofrimento? Esta aceitação é sofrimento?
Se pudesse escolher optava pelo choro e não por umas tímidas lágrimas que mal se mostraram logo se esconderam. Porque raio eu não consigo chorar como é "esperado". Todos vão abaixo e eu mantenho-me firme a servir de apoio para se poderem erguer. Só consigo pensar neles.
Talvez tenha algum problema...a minha irmã a soluçar, e eu, serena, a tentar tranquiliza-la. Como eu consigo estar calma nesta altura? Se eu pudesse escolher ficava quieta num casulo, saltava todos os rituais estabelecidos por esta sociedade automatizada. Vou participar por eles, para os apoiar.
Eu...a única coisa que eu sinto, por estranho que pareça, é agradecimento por ter tido a oportunidade de me despedir, mesmo sem saber que o estava a fazer. Sinto-me em paz por isso.
A ceia de Natal...o único momento que se mantinha quase inalterado desde a minha infância...já não é mais do que recordação.
Lá estão elas outras vez...uma e outra lágrima que aparecem e logo vão embora mesmo sem eu pedir.

domingo, 6 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Acreditar é pedir muito?

...sentir o coração a palpitar, as "borboletas" no estômago, ficar nervosa quando se está perto, ter o sorriso "à flor da pele", o céu parecer radioso mesmo num dia cinzento, a alma estar inundada de esperança, querer viver, simplesmente ESTAR com a pessoa, o encontro dos olhares, o reconhecimento da pele, o toque, o primeiro beijo...a admiração que se sente, o estado de encantamento...sim porque ... estar apaixonado é um estado de alma, já dizia o poeta.
Toca o tlm...é ele?, todas as músicas passam a ser nossas, o mundo parece conspirar e tudo nos lembra a pessoa...parece que nos persegue...e nós sorrimos. Por dentro e por fora.
Os incrédulos argumentam que depois passa....que é fogo que nos queima e logo se apaga. O amor é que interessa e esse é calmo, presente, constante, sem altos e baixos, sem a montanha russa de emoções da paixão...sem riscos.
Pois para mim, há muitas pessoas a confundirem amor com companheirismo. Para mim há muitas pessoas a desistirem de sentir....de voar ... por medo de cair. E não digo que o companheirismo não exista no amor, mas a paixão também continua presente, tem de estar!!! Pode não ser o enamoramento inicial, mas é ainda mais forte e intenso, porque há uma fusão da alma.
Não acredito em príncipes encantados, mas acredito no amor. Acredito que nos faz crescer, que nos re-descobrimos com o outro e isso é uma vivência TRANSCENDENTE. Acredito que devemos estar ao lado de quem nos faz sonhar, junto de quem torna o nosso lado lunar em sol.
Todos nós erramos, sofremos, discutimos, mas ... não valerá a pena apostar no melhor! Será que 90% das pessoas não vêem que "ter" um namoro não é sinal de ter um amor?
Será assim tão estranho optar por estar sozinha? Acreditar que se estamos bem assim connosco próprios só valerá a pena partilhar a nossa vida por uma experiência única de amor, ainda que eventualmente finita.
Acreditar que a paixão existe e ansiar por ela é ser sonhadora? É ser utópica? É pedir muito? Devemos nós nesta sociedade frenética contentarmo-nos com o básico? Básico por básico, então fiquemos pelo físico e não há enganos. Não há ligações suplentes por medo da solidão.Qual o mal de estar sozinho? De estarmos com alguém porque QUEREMOS estar e não por precisarmos...
E para quem pense que eu possa ser uma romântica inocente...desengane-se...sou até pragmática demais...mas tive a sorte de poder VIVER a paixão e amor. E quando se experimenta fica-se viciado no sentimento...sofrer? Faz parte, mas vale cada aperto no peito.
Acredito que prefiro viver com paixão a minha vida...porque afinal só tenho esta. E tem que valer a pena.
A paixão é um estado de alma....é uma atitude. Enquanto a vida/coincidências/destino não me brinda com aquela "quimica"que continue APAIXONADA pela VIDA, a acreditar nela e num dia melhor amanhã.
Acreditar é pedir muito?

domingo, 18 de outubro de 2009

Até quando?

Até quando vais estar comigo quando não estás?
Até quando irei ao teu encontro mesmo fugindo de ti?
Até quando vais aparecer na minha cabeça sem seres convidado?
Até quando vou ter de me lembrar para te continuar a esquecer?
Até quando vou sentir-te ao meu lado mesmo estando tão longe?
Até quando irei pensar em ti mesmo quando não quero?
Até quando irei sentir esta saudade?
Até quando estarás presente mesmo evitando o passado?
Até quando irei sentir que vais estar no meu futuro, mesmo não acreditando nisso?
Até quando o meu lado racional vai apenas ganhando as batalhas e não a guerra?
Até quando vou querer ver o teu mundo mesmo tapando olhos?
Até quando vou gostar de ti?
Até quando terei de amarrar o meu amor para ele não cair nas tuas mãos?
Até quando vou fingir para mim mesma que me és indiferente?
Até quando vou querer saber se estás bem?
Até quando vou ter este lugar para ti em mim?
Até quando vou acreditar que é possível?
Até quando vou deixar a porta entreaberta?
Até quando a minha indiferença será apenas máscara?
Até quando não te irás despedir de vez?
Até quando olharei para trás mesmo caminhando em frente?
Até quando...

Yes ...I believe it

(uma das inúmeras versões)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

"Estoy buscando ese momento" .... e tu?

"Driving in a fast car

Trying to get somewhere

Don´t know where I´m going

But i gotta get there

A veces me siento perdido

Inquieto, solo y confundido

Entonces me ato a las estrellas

Y al mundo entero le doy vueltas

I'm singing for somebody like you

Sorta like me baby

Yo canto para alguien como tú

Pon la oreja, nena

Estoy buscando ese momento

La música, que cuando llega

Me llena con su sentimiento

Con sentimiento, vida llena

Walking down the sideway

Looking for innocence

Trying to find my way

Trying to make some sense

Yo canto para alguien como tú

Sólo como tú, baby

I'm singing for somebody like you

What about you

I'm singing for someone

Someone like you

Tú, dime a quién le cantas

'Cause there's something about you there

Speaks to my heart

Speaks to my soul

I'm singing for someone

Sorta like you

Yo canto para alguien

Someone like you, someone like me

Sólo como tú, oh, my sister

Todo el mundo va buscando ese lugar

Looking for paradise

A ese corazón herido

La música le da sentido

Te damos con la voz tus alas

Le damos a tus pies camino

Oh is anybody out there

Feel like i feel

Trying to find a better way

So we can heal

I'm singing for somebody like you

Sorta like me baby

Yo canto para alguien como tú

Sólo como tú

What about you?

Yo canto para ti

I'm singing for someone

Yo canto para alguien

'Cause there's something about you there

Speaks to my heart

Speaks to my soul

I'm singing for someone

I'm singing

Sorta like you

Yo canto para alguien

Someone like you, someone like me

Sólo como tú,oh, my sister

Todo el mundo va buscando ese lugar

Looking for paradise..."

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sonho (im)Possível!!

"O impossível só dura o tempo de ser realizado"